Cultura 3.14 · Laboratório
Operações físicas
Quando uma operação sai do ecrã.
O ramo do Laboratório onde o sistema perceciona e atua através de sensores, controladores e mecanismos físicos: visão, estimação de estado, navegação, planeamento, manipulação e edge.
Uma operação digital modifica um registo através de uma API. Uma operação física move uma máquina, transporta um objeto ou muda um ambiente.
A Inteligência Física estende a inteligência operacional ao mundo físico a partir do Laboratório. Aqui publicamos em que estado se encontra cada área e o que aprendemos.
É a parte mais jovem do nosso trabalho e a que mais limites tem de declarar.
Restrições e áreas de trabalho
01
Perceção incompleta
O sensor entrega uma medição ruidosa, não um estado. O sistema estima, e deve saber o que fazer quando a estimativa não chega.
02
Tempo, geometria e desgaste
Um movimento ocupa espaço, demora e modifica o próprio mecanismo que o executa. O mesmo comando não produz sempre o mesmo efeito.
03
Ações difíceis de reverter
Desfazer um registo é barato; desfazer um movimento raramente o é. A segurança desenha-se antes do desempenho.
04
Visão e sensorização
Deteção, segmentação, calibração e fusão de sinais. Em exploração sobre cenas controladas.
05
Estimação de estado
Filtros e modelos que mantêm uma hipótese do ambiente entre duas medições. Em experiência.
06
Navegação e planeamento
Percursos possíveis sob restrições geométricas, temporais e de segurança. Em exploração.
07
Manipulação e coordenação de máquinas
Preensão, sequências de manipulação e repartição de trabalho entre vários equipamentos. Em exploração.
08
Computação edge
Que decisões permanecem locais quando a ligação pode cair, e o que se sincroniza depois. Em experiência.
Uma operação física termina quando o ambiente permite observar o seu efeito.