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‹ Cultura 3.14 · O que nos perguntamos

Pergunta · Operações

Como se desenha uma exceção que nenhuma regra tinha previsto?

O imprevisto não pode ser enumerado, mas pode decidir-se por antecipação o que acontece com ele.


Porque importa

Todo o sistema em operação encontra casos que ninguém modelou. Se não houver um caminho previsto para o imprevisto, o processo para em silêncio ou improvisa, e ambas as coisas são piores do que parar de propósito.

Nos sistemas com agentes a improvisação é especialmente fácil, porque o modelo encontra sempre algo razoável para fazer.

O que sabemos até agora

Tratar a exceção como um estado de primeira classe, com responsável, contexto e prazo, funciona melhor do que tratá-la como um erro. O que chega a uma pessoa deve chegar com aquilo que era preciso para decidir, e não como um despejo de dados.

Cada exceção resolvida é material para a versão seguinte das regras: é aí que se aprende verdadeiramente como funciona o processo.

O que continua em aberto

Continua em aberto quantas exceções uma equipa consegue absorver antes de o sistema deixar de poupar trabalho e começar a gerá-lo.

E como distinguir uma exceção nova de uma recorrente que ninguém transformou ainda em regra.

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