‹ Cultura 3.14 · O que nos perguntamos
Pergunta · Linguagem
Que parte de uma narrativa deve ser generativa e qual determinista?
A mesma peça contém dados que não admitem variação e explicações que precisam dela.
Porque importa
Gerar a peça inteira com um modelo faz com que cada cifra dependa da redação. Escrevê-la inteira com modelos fixos produz conteúdo que ninguém acaba de ler.
A fronteira entre ambas as coisas não é estética: decide o que pode ser comprovado automaticamente e o que necessita de revisão.
O que sabemos até agora
Cifras, datas, nomes, unidades e relações causais explícitas ficam melhor deterministas, inseridas a partir da estrutura. A transição, a ordem narrativa e a adaptação ao nível de quem lê funcionam melhor geradas.
Quando o modelo escreve sobre uma estrutura tipada em vez de sobre um rascunho anterior, a correção de um dado propaga-se sozinha a todas as versões.
O que continua em aberto
A fronteira torna-se difusa na comparação e na causalidade implícita, que é onde se concentra o valor de um relatório.
E não sabemos como manter essa separação quando a mesma peça tem de existir em texto, voz e vídeo com durações diferentes.