‹ Cultura 3.14 · O que nos perguntamos
Pergunta · Informação
O que deve esquecer e o que deve conservar uma memória organizacional?
Uma memória que guarda tudo acaba por recuperar decisões caducadas com a mesma autoridade das que estão em vigor.
Porque importa
Acumular é barato e parece prudente. O custo aparece mais tarde, quando uma política revogada há três anos regressa numa resposta porque coincide lexicalmente com a pergunta.
O problema não é de armazenamento mas de vigência: quase nenhum documento diz quando deixou de ser verdadeiro.
O que sabemos até agora
Marcar a vigência como um atributo de primeira classe — e não como um metadado opcional — muda o comportamento do sistema mais do que qualquer ajuste de recuperação. Conservar a versão antiga ligada à nova funciona melhor do que apagá-la, porque uma decisão passada explica muitas decisões presentes.
O historial de um processo e o conhecimento de referência envelhecem a ritmos muito distintos e convém tratá-los em separado.
O que continua em aberto
Continua em aberto o que deve ser verdadeiramente esquecido. Há informação pessoal, rascunhos e conversas cujo valor histórico não compensa o risco de reaparecerem.
Falta-nos também uma forma razoável de caducar conhecimento tácito, que nunca chegou a ser escrito em parte alguma.